Utensílios de cozinha: Veja 4 que evoluíram e 4 que sumiram

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A evolução dos utensílios

Livro Consider the Fork fala da evolução dos utensílios de cozinha

Livro Consider the Fork fala da evolução dos utensílios de cozinha

Parece que Darwin pisou na cozinha também.

Com o tempo, muitos utensílios de cozinha – antes fundamentais – foram eliminados para novos e mais práticos tomarem seus lugares. Por outro lado, alguns sobrevivem ao avanço da tecnologia e em vez de sumirem, evoluem.

O livro Consider the Fork (algo como “Observe o garfo” em uma tradução livre) da autora inglesa Bee Wilson relata a origem dos utensílios domésticos e até mesmo a extinção de alguns e a evolução de outros. Mais que possibilitar a alguns alimentos duros de serem comíveis, os utensílios são responsáveis por uma revolução na maneira como nos alimentamos. Da etiqueta à mesa às receitas fáceis de se criar, os talheres e demais utensílios domésticos tem papel fundamental.

Veja a seguir os 4 utensílios que evoluíram com o tempo:

01) Panelas

Origem: 10 mil anos a.C. / América do Sul

No início, as carnes e legumes eram cozidos e assados em conchas, cascos de tartaruga e até mesmo dentro do estômago de animais (eca!). Então criou-se a panela, que permitiu a cozinheiros abastecer mesas mais fartas, impossíveis sem ela.

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A tecnologia permitiu que, por exemplo, uma panela de pressão tivesse visor como a Panela MTA acima.

Hoje em dia grandes, pequenas, redondas, quadradas, com ou sem tampa, com visor, compostas por diversos materiais, enfim.. atualmente a oferta de panelas é grande e especializada. Para cada receita, existe uma panela adequada.

02) Facas

Origem: há cerca de 2 milhões de anos / Etiópia

Cortar carnes, legumes e alimentos mais rígidos foram as necessidades determinantes para o surgimento das facas. Criadas antes mesmo da descoberta do fogo, a faca também servia como arma.

Os primeiros materiais usados para a fabricação delas eram pedra, bronze e ferro. Com sua popularização, reis começaram a exigir sua utilização, e em consequência, vieram suas evoluções. Lâminas melhores e cabos feitos de todo tipo de materiais. Desde a simples madeira aos requintados em ouro e prata.

Faca né

A faca é entre os utensílios, o mais antigo. O conjunto da Euro Home exibido é todo em Aço Inox.

Já a etiqueta à mesa, criada pelos franceses, serviam primeiramente para que as pessoas evitassem os acidentes com as facas. Um dos reis mais exigentes foi o francês Luis XIV, que colecionava modelos enfeitados com colares, conchas marinhas e pérolas (puro luxo!). Os nobres que queriam acompanhar a tendência, mas não tinham tanto poder, mandavam fazer faqueiros de porcelana, marfim e até com chifres de animais, todos eles pintados a mão.

Foi só no século XVIII que o Aço Inox tornou-se material mais desenvolvido e apreciado. Desde então, é o principal elemento usado na fabricação de talheres em geral e facas.

03) Garfo

Origem: séc. XI / Europa

Embora hoje não se imagina utilizar a faca sem estar acompanhada do garfo, este último é uma invenção muito mais recente. Na época mais “quente” da Idade Média, o garfo era associado ao tridente do diabo.

Àquela época, comer com as mãos era costume natural entre as civilizações grega e romana. Era, inclusive, um indicador de nível cultural, pois quem conseguia usar apenas três dedos era tido como alguém altamente culto e fino.

Garfo né

Na época da Renascença seu uso começou a se popularizar, mas é hoje que um bom churrasco pode ser apreciado.

Foi apenas no século XVII que o utensílio se tornou popular. E o começo de sua popularidade foi na Itália, quando descobriram que comer macarrão era mais fácil com o garfo do que com a própria mão.

Personalidade-chave nesta mudança foi Catarina de Médici, esposa do Rei Henrique II, que introduziu o garfo nas refeições do reino.

Hoje em dia, o garfo ganhou qualidade e até mesmo diversificações conforme uso. Além dos modelos tradicionais, há garfos especiais para o preparo de churrasco e carnes de panela.

04) Colher

Origem: séc. III a.C.

No início, as colheres tinham composição simples. Eram resultado de galhos presos a conchas e serviam apenas para mexer ingredientes dentro de potes e panelas. Depois da descoberta e manipulação do ferro, aço, ouro e prata, ela ganhou toques mais refinados. Depois do século XVI e com maior popularidade, as colheres passaram a ser utilizadas para comer alimentos líquidos e pastosos.

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Além da qualidade evidente, mais de 2mil anos de evolução permitiu que as colheres chegassem a ter status de fina arte, como as Tramontina Design Collection da foto acima.

Hoje, no auge de sua evolução, esse utensílio também ganhou diversificações conforme especialidade. Então temos colheres de chá, café, sobremesa e sopa. Cada uma com característica específica para sua função.


 

Da mesma forma que alguns utensílios tiveram “upgrade” na história, outros simplesmente sumiram.

Veja a seguir 4 utensílios que perderam, ou estão perdendo espaço na cozinha:

01) Pilão

Pilão

Pilão

Origem: há 20 mil anos / África

Durante muito tempo, os pilões foram fundamentais para a nutrição e saúde. Eles permitiram o consumo de grãos e a mistura de plantas medicinais. Embora muitos chefs continuem a defender seu uso, tornaram-se obsoletos com os processadores elétricos.

02) Batedor de Ovos

Batedor de Ovos antigo

Batedor de Ovos antigo

Origem: 1870 / Estados Unidos

O batedor de ovos manual se tornou um hit entre as donas de casa, que gastavam menos tempo para bater claras em neve. O resultado foi uma grande valorização dos doces na culinária. Seu reinado acabou em 1971, quando foi criada a batedeira elétrica.

03) Spork

Spork

Spork

Origem: 1940 / Austrália

O spork foi inventado pelo australiano Bill McArthur. A intenção era criar um talher prático, que funcionasse como garfo e colher ao mesmo tempo. Com aspecto desajeitado, ele não cumpriu direito nenhuma das funções. Por isso, não faz nenhuma falta na cozinha.

04) Torradeira Manual

Torradeira Manual

Torradeira Manual

Origem: 1905 / Estados Unidos

A tostadeira manual surgiu com a descoberta do níquel-cromo, metal altamente resistente ao calor. Mas ela começou a desaparecer ém 1921, quando começavam a surgir as primeiras tostadeiras elétricas. Nas décadas de 1980 e 1990, perdeu ainda mais espaço para o grill e a sanduicheira.

 

Fonte: Revista Época

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